Não interessa quantos anos passam, as pessoas que aparecem no caminho... Havemos de voltar sempre um para o outro.

Espero que tenhas gostado do teu aniversário, ontem. De estar confinado à solidão que tu próprio semeaste. Desfruta de toda a ignorância que até a tua família te presta e que tu tanto mereces. Nunca soubeste relacionar-te com as pessoas e descartaste todos os sentimentos bons que podiam ser sentidos em relação a ti. Hoje em dia és desprezado, estás abandonado no teu mundinho medíocre e a única coisa que consigo sentir por ti é pena. Pena por estares da forma que estás, pena por não teres sabido dar valor ao que realmente importava. Também sinto vergonha, só por pensar que uma pequena parte de mim relaciona-me contigo. Não consigo odiar-te porque nunca foste próximo o suficiente para que eu pudesse sentir algo tão forte por ti como o ódio. És uma desilusão enorme e temo que quando vieres a perceber o rumo que estás a tomar, seja tarde demais.
Sou desastrada, não tenho o corpo perfeito, esqueço-me muito depressa das coisas, demoro a gostar das pessoas e quando isso acontece custa-me mostrá-lo, o meu cabelo é desarrumado, fico sempre chateada quando falam mal de mim, mas tento ser forte. Às vezes sou antagónica, mas uma coisa que nunca vou conseguir ser é normal nem mesmo viver num mundo normal. Se não aceitam o que sou e o mundo em que vivo, então mais vale virar costas e ir embora.